Classe 28

Qual a classe de artigos de pesca? É a 28, mas tem exceção

09 de outubro de 20266 min de leituraDona da Marca
Artigos de pesca como vara, molinete, anzol, linha, boia e isca artificial ficam na classe 28 da Classificação de Nice, a lista oficial que o INPI usa. Mas isca viva e isca liofilizada são classe 31, e colete de pesca é classe 25. Quem vende os dois tipos de produto precisa avaliar mais de uma classe.

Onde artigos de pesca mora no INPI: a classe 28

O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) organiza todos os pedidos de marca pela Classificação de Nice, uma lista internacional de produtos e serviços dividida em classes. O texto oficial da classe 28 na Classificação de Nice publicada pelo INPI, vigente desde 01/01/2026, diz: "Jogos e brinquedos; aparelhos de videogame; artigos para ginástica e esporte; decorações para árvores de Natal."

A pesca entra aí pelo grupo de "artigos para esporte". Na lista oficial da classe 28, os itens de pesca aparecem escritos assim:

  • "Apetrechos de pesca"
  • "Varas de pescar"
  • "Carretéis para pesca" (o molinete, no dia a dia)
  • "Anzóis para peixe"
  • "Linhas de pescar"
  • "Iscas artificiais para pesca"
  • "Boias para pesca"
  • "Passaguás [xalavar]" (o puçá)

Cada pedido de marca precisa trazer uma especificação de produtos e serviços de acordo com essa classificação. O Manual de Marcas do INPI lembra que as listas não são exaustivas, mas são extensas, e por isso é provável que você encontre ali um exemplo do seu produto (Manual de Marcas do INPI, item 10.1, pág. 355). Se não encontrar, existe uma consulta à comissão de classificação do INPI, com retribuição específica (Manual de Marcas do INPI, item 10.1, pág. 355).

A fronteira: quando NÃO é classe 28

Aqui está o ponto que mais confunde. Vara, molinete, anzol, linha, boia e isca artificial são classe 28. Já a isca viva e a isca liofilizada (seca por congelamento) são classe 31. O texto oficial da classe 31 na Classificação de Nice publicada pelo INPI começa com "Produtos agrícolas, hortícolas, florestais e de aquacultura em estado bruto e não processados" e inclui "animais vivos". Na lista oficial dessa classe aparecem "Iscas para pesca, vivas" e "Iscas de pesca liofilizadas".

E tem mais gente fora da 28: o puçá é 28, mas a rede de pesca comercial é classe 22 e o colete de pesca é classe 25.

Imagina a cena: alguém abre uma loja chamada "Rio Fundo". Vende vara, molinete e anzol, e também minhoca e isca viva. Pede o registro só na classe 28, porque "pesca é pesca". O pedido cobre os produtos que ele listou naquela classe. A isca viva, que é classe 31, fica de fora do que foi pedido.

A consequência prática de errar é uma destas duas:

  • Ficar desprotegido no que importa: o produto que mais vende pode estar numa classe que o pedido não cobre.
  • Pagar de novo: se o INPI exigir a inclusão de outra classe, há retribuição complementar (Manual de Marcas do INPI, item 5.4.2, pág. 95). Se você não pagar nem indicar o que excluir, o INPI faz o ajuste por conta própria (Manual de Marcas do INPI, item 5.4.2, pág. 95). Ou seja, você pode acabar com um pedido diferente do que imaginou.

Uma coisa o Manual deixa claro: produtos que compartilham canais de distribuição ou pontos de venda, ou que miram o mesmo público, podem ter afinidade de mercado (Manual de Marcas do INPI, item 5.11.2, pág. 180). Vara e isca viva costumam estar na mesma loja e atender o mesmo pescador. Quem decide como isso pesa é o examinador do INPI, não a gente.

Quantos já disputam: confere aí

Não acredita em mim? Confere. Em 06 de outubro de 2026, a busca pública do INPI (busca.inpi.gov.br/pePI), no modo que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes, com o termo "pesca" na classe 28, trouxe 408 processos. Esse número muda com o tempo, então a sua busca pode dar um resultado diferente.

Passo a passo pra refazer:

  1. Entre em busca.inpi.gov.br/pePI e acesse a consulta de marcas (a busca é pública e gratuita).
  2. Escolha a opção de busca que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes, se o site oferecer.
  3. Digite o termo "pesca" (ou o pedaço do nome que você quer usar).
  4. Filtre pela classe 28.
  5. Repita na classe 31 e veja o que aparece.

Esse número é só um retrato de quanta gente já pediu nomes com a palavra "pesca" nessa classe. Ele não diz se o seu nome pode ou não ser registrado. Quem analisa isso é o examinador do INPI. O Manual explica que, quanto menos parecidos forem os nomes, mais afinidade entre os produtos é preciso para haver confusão, e que fatores como o grau de atenção do consumidor e o público-alvo podem aumentar ou diminuir essa chance (Manual de Marcas do INPI, item 5.11.2, pág. 182).

Uma classe resolve? A conta honesta

Depende do que a marca vai vender.

  • Só vara, molinete, anzol, linha, boia e isca artificial: o que você vende está na classe 28. Uma classe pode ser o caminho.
  • Vara e também isca viva ou isca liofilizada: a isca entra na classe 31, então a vizinha vem junto.
  • Vara e também colete de pesca ou rede comercial: entram as classes 25 ou 22, conforme o caso.

O que isso custa na Dona da Marca: o registro em uma classe é R$ 599,90 de assessoria, à vista no Pix ou boleto, ou em até 3x sem juros no cartão. Cada classe a mais custa metade, R$ 299,95. Então duas classes ficam em R$ 899,85 e três em R$ 1.199,80.

A taxa do INPI é separada e cada classe paga a sua: R$ 880,00 por classe, ou R$ 440,00 para pessoa física, MEI (Microempreendedor Individual), ME e EPP (micro e pequenas empresas) — pago direto ao INPI, no nome do cliente, não passa por nós. O acompanhamento mensal de R$ 39,90 é opcional e fica à parte.

Mais classe não é mais proteção por si só. Cada classe protege aquilo que está listado nela, e a atividade que você declara no pedido precisa ser compatível com isso. O melhor caminho é pedir só as classes dos produtos que você realmente vende ou vai vender.

Quer ver como está o seu nome antes de decidir qualquer coisa? Faça a busca gratuita no INPI com os passos acima, ou conte pra Maria, da Dona da Marca, o nome e o que você vende.

Pra continuar

Este artigo é o zoom num item só. O quadro inteiro da classe está em marca na classe 28: o que cabe e o que fica de fora. Se o seu ramo é outro, a tabela de classe por ramo cobre as 45 classes. E se você só quer saber se o nome ainda está livre, a página inicial da Dona da Marca faz a busca gratuita.

Perguntas rápidas

Qual a classe para registrar marca de artigos de pesca?
Vara de pescar, carretel (molinete), anzol, linha, boia e isca artificial estão na classe 28 da Classificação de Nice publicada pelo INPI. Isca viva e isca liofilizada são classe 31.
Isca viva é a mesma classe da vara de pescar?
Não. Na lista oficial do INPI, "Iscas para pesca, vivas" e "Iscas de pesca liofilizadas" estão na classe 31, a mesma dos animais vivos. A vara e a isca artificial estão na classe 28. Quem vende os dois tipos precisa avaliar mais de uma classe.
Quanto custa registrar uma marca de pesca em duas classes?
A assessoria da Dona da Marca custa R$ 599,90 pela primeira classe e R$ 299,95 pela segunda, total de R$ 899,85. A taxa do INPI é à parte e cobrada por classe: R$ 880,00, ou R$ 440,00 para pessoa física, MEI, ME e EPP. Ela é paga direto ao INPI, no nome do cliente, e não passa por nós.
Dá pra conferir quantas marcas de pesca já existem?
Dá, e é gratuito. Em 06 de outubro de 2026, a busca pública do INPI (busca.inpi.gov.br/pePI), procurando o pedaço da palavra "pesca" na classe 28, trouxe 408 processos. Esse número muda com o tempo. A decisão sobre o seu pedido é sempre do examinador do INPI.