Onde o gin artesanal mora no INPI — a classe 33
Vou direto ao ponto: o gin artesanal se registra na classe 33 do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o órgão que cuida do registro de marcas no Brasil).
O texto oficial da classe 33 na Classificação de Nice publicada pelo INPI diz assim: "Bebidas alcoólicas, exceto cervejas; Preparações alcoólicas para fazer bebidas." E na lista oficial de produtos dessa classe o seu produto aparece escrito com uma letra a mais do que você imagina: "Gim".
Então seja gin london dry, gin com botânicos brasileiros, gin rosé ou o gin da sua destilaria local — todos esses moram na classe 33. É ali que a marca do rótulo precisa estar protegida.
A fronteira: quando NÃO é só classe 33
Aqui está o detalhe que faz muita destilaria tropeçar. A classe 33 protege o que tem álcool. Mas o que entra no copo junto e não tem álcool mora em outra classe, a 32.
Imagina: você lança o seu gin e, pra fechar o kit, cria também uma água tônica com o mesmo nome da marca. A tônica é refrigerante — e refrigerante é classe 32. O texto oficial da classe 32 inclui "bebidas não alcoólicas" e, na lista, aparecem "Refrigerantes", "Água de soda" e "Xaropes para bebidas".
A consequência prática de errar é concreta: se você registra só a classe 33 e começa a vender a tônica com a mesma marca, aquele produto fica desprotegido. Outra pessoa pode registrar o mesmo nome na classe 32. Pra consertar, você paga de novo — serviço e taxa — lá na frente. Por isso a destilaria que faz as duas coisas costuma precisar das duas classes desde o começo.
Quem decide de que classe é cada item, no fim, é o examinador do INPI, que avalia também a afinidade entre os produtos e o risco de confusão pro consumidor (Manual de Marcas do INPI, item 5.11.2, pág. 182).
Quantos já disputam esse espaço
Buscando hoje, 06 de outubro de 2026, na base pública do INPI, no modo que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes, o termo "london" na classe 33 retornou 85 processos.
Não acredita? Confere você mesmo, é aberto e de graça:
1) Entre em busca.inpi.gov.br/pePI
2) Vá em "Marcas" e faça a busca básica
3) Digite o pedaço do nome que te interessa e escolha a classe 33
4) Veja a lista de quem já depositou algo parecido
Esse é exatamente o primeiro passo do nosso trabalho: a busca de anterioridade, pra ver quem já está lá antes de você gastar com o pedido.
Uma classe resolve? A conta honesta
Se você vende só o gin, uma classe resolve: é a 33, sozinha. Se você também lança a tônica (ou outro produto sem álcool) com o mesmo nome, aí entra a 32 junto — porque mais produto fora da sua classe é mais buraco aberto, não é capricho.
Um aviso importante: mais classe não é "mais proteção" por si só. Classe demais só faz sentido quando existe produto de verdade naquela área. O que define quantas classes você precisa é o que a sua marca realmente vende.
Os valores do nosso trabalho: R$ 599,90 pela assessoria em uma classe (à vista no Pix ou boleto, ou em até 3x sem juros no cartão). Cada classe a mais custa metade: R$ 299,95. A taxa do INPI é separada e paga direto ao INPI, no seu nome, não passa por nós: R$ 880,00 por classe, ou R$ 440,00 com o desconto de 50% pra pessoa física, MEI, microempresa e empresa de pequeno porte. E lembre: cada classe paga a sua própria taxa.
Tem ainda o acompanhamento mensal de R$ 39,90, que é opcional — você escolhe. Se quiser, eu faço a busca gratuita pra você ver quem já está na classe 33 com o nome do seu gin. Me diz o nome e eu olho.
Pra continuar
Este artigo é o zoom num item só. O quadro inteiro da classe está em marca na classe 33: o que cabe e o que fica de fora. Se o seu ramo é outro, a tabela de classe por ramo cobre as 45 classes. E se você só quer saber se o nome ainda está livre, a página inicial da Dona da Marca faz a busca gratuita.