Classe 28

Consoles e periféricos gamer: é classe 28 no INPI?

09 de outubro de 20267 min de leituraDona da Marca
É classe 28. Console de videogame, console portátil, controle, mouse para jogos e teclado para jogos aparecem na lista oficial da classe 28 da Classificação de Nice, publicada pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A fronteira é o headset gamer, o mouse e o teclado comuns de computador, que são classe 9. Se a sua marca vende os dois lados, só a classe 28 não cobre tudo.

Onde consoles e periféricos gamer moram no INPI: a classe 28

Registrar uma marca no INPI exige dizer em qual “gaveta” ela vai. Essas gavetas são as classes da Classificação de Nice, uma lista internacional que o INPI publica e usa. Quem escolhe a classe errada pode ficar sem proteção no produto que mais importa.

O texto oficial da classe 28 na Classificação de Nice, publicada pelo INPI e em vigor desde 01/01/2026, diz: “Jogos e brinquedos; aparelhos de videogame; artigos para ginástica e esporte; decorações para árvores de Natal.”

Na lista oficial dessa classe, os itens deste artigo aparecem escritos assim:

  • “Consoles de videogames”
  • “Consoles portáteis de videogames”
  • “Controles para consoles de jogos”
  • “Controles [joystick] para videogames”
  • “Mouses para jogos”
  • “Teclados para jogos”

Ou seja, o console portátil, o controle sem fio, o mouse gamer e o teclado gamer estão na classe 28. Quando for preencher o pedido, vale copiar o jeito que a lista oficial escreve cada item. Se o produto que você vende não aparecer em nenhuma lista, o INPI prevê a consulta à Comissão Permanente de Classificação de Produtos e Serviços, mediante pagamento de uma taxa específica (Manual de Marcas do INPI, item 10.1, pág. 355).

A fronteira: quando NÃO é classe 28

Aqui está a confusão que mais pega. O mouse e o teclado gamer são classe 28, mas o headset gamer é classe 9. Também são classe 9 o mouse e o teclado comuns de computador e o jogo que se baixa.

Na lista oficial da classe 9, esses itens aparecem como “Headsets para jogar videogames”, “Headsets”, “Mouses de computador”, “Teclados de computador” e “Programas de jogos de computador baixáveis”. O texto oficial da classe 9 inclui “computadores e dispositivos periféricos de computadores” e “programas de computador”.

Imagina a cena: a Bia abre a marca “Zyra Gamer” e vende mouse gamer e teclado gamer. Ela deposita só na classe 28. Seis meses depois, lança um headset com o mesmo nome. O pedido dela fala de mouse e teclado para jogos, não de headset. Para proteger o headset, ela vai precisar de um pedido novo ou de uma classe a mais, e de pagar de novo o que isso custa.

O caminho inverso também dá problema. Se o pedido mistura, numa mesma especificação, produtos de classes diferentes, o INPI pode fazer exigência. Primeiro ele tenta ajustar de ofício. Se não der, pede para o requerente (quem faz o pedido) reapresentar a especificação com produtos de uma única classe, ou pagar a retribuição complementar pela inserção de novas classes, ou indicar o que quer excluir (Manual de Marcas do INPI, item 5.4.2, pág. 95).

Por que a classe 9 importa para quem vende periférico gamer? O Manual diz que o INPI olha o grau de semelhança entre os nomes e a afinidade mercadológica entre os produtos, e que fatores como o grau de atenção do consumidor e a complementaridade dos produtos podem ampliar ou reduzir a chance de conflito (Manual de Marcas do INPI, item 5.11.2, pág. 182). Entre os fatores que o Manual cita estão os mesmos canais de venda e o mesmo público-alvo (Manual de Marcas do INPI, item 5.11.2, pág. 180). Mouse gamer e headset gamer costumam ir para o mesmo consumidor. Quem decide como isso pesa em cada caso é o examinador do INPI, não eu.

Quantos já disputam esse território

Não acredita em mim? Confere. Hoje, 06 de outubro de 2026, fiz a busca pública do INPI no modo que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes. Com o termo “gamer” na classe 28, apareceram 42 processos. Esse número muda conforme novos pedidos entram, então ele vale para a data da busca.

Para refazer em casa, sem pagar nada:

  1. Entre em busca.inpi.gov.br/pePI e acesse a pesquisa de marcas.
  2. Escolha a opção de busca que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes, não só o nome idêntico.
  3. Digite o termo (aqui, “gamer”) e indique a classe 28.
  4. Abra os processos da lista e veja o nome, quem é o titular e o que cada pedido diz que vende.

Repita o passo a passo com o nome que você pensou, e também com o pedaço dele que mais chama atenção. Se a tela do INPI estiver diferente do que descrevi, confio mais no que você enxergar lá do que nesta lista de passos. Uma busca de verdade olha também a classe 9 e os nomes parecidos, não só os idênticos.

Uma classe resolve? A conta honesta

A classe 28 sozinha resolve quando a marca vende só console, controle, mouse gamer e teclado gamer, e não pretende vender headset nem jogo baixável.

A classe 9 entra junto quando o mesmo nome vai também em headset, em mouse e teclado comuns de computador ou em jogos que se baixam. Mais classe não é mais proteção por si só. Cada classe protege o que está escrito nela, então a conta certa é cobrir o que você vende ou vai vender de verdade.

Na Dona da Marca, o registro de uma marca em uma classe custa R$ 599,90 de assessoria, à vista no Pix ou boleto, ou em até 3x sem juros no cartão. Cada classe a mais custa metade, R$ 299,95. Duas classes, 28 e 9, ficam em R$ 899,85 de assessoria.

A taxa do INPI é à parte e cada classe paga a sua: R$ 880,00 por classe, ou R$ 440,00 para pessoa física, MEI (microempreendedor individual), ME (microempresa) e EPP (empresa de pequeno porte), paga direto ao INPI, no nome do cliente, não passa por nós. A pessoa física só tem o desconto se não tiver participação societária em empresa do mesmo ramo.

O acompanhamento mensal, de R$ 39,90 por mês, é opcional e cobrado à parte.

Se quiser conferir como está o seu nome antes de decidir qualquer coisa, a busca gratuita no INPI está aí para isso. Se ficar com dúvida na classe, é só me contar o que você vende.

Pra continuar

Este artigo é o zoom num item só. O quadro inteiro da classe está em marca na classe 28: o que cabe e o que fica de fora. Se o seu ramo é outro, a tabela de classe por ramo cobre as 45 classes. E se você só quer saber se o nome ainda está livre, a página inicial da Dona da Marca faz a busca gratuita.

Perguntas rápidas

Qual a classe para registrar marca de consoles e periféricos gamer (mouse e teclado)?
É a classe 28. Na lista oficial dessa classe, publicada pelo INPI, aparecem “Consoles de videogames”, “Consoles portáteis de videogames”, “Controles para consoles de jogos”, “Mouses para jogos” e “Teclados para jogos”. Quem decide o exame do pedido é o examinador do INPI.
Headset gamer é classe 28 também?
Não. Na lista em vigor, “Headsets para jogar videogames” e “Headsets” são classe 9, junto com o mouse e o teclado comuns de computador e com o jogo que se baixa. Se a marca vende mouse gamer e headset com o mesmo nome, precisa das duas classes. Só a 28 deixa o headset sem proteção.
Quantos processos com “gamer” existem na classe 28?
Na busca pública do INPI de 06 de outubro de 2026, no modo que procura o pedaço da palavra dentro de outros nomes, o termo “gamer” na classe 28 trouxe 42 processos. O número muda com o tempo, e você pode refazer a busca em busca.inpi.gov.br/pePI.
Quanto custa registrar nas classes 28 e 9?
A assessoria da Dona da Marca é R$ 599,90 pela primeira classe e R$ 299,95 pela segunda, somando R$ 899,85. A taxa do INPI é à parte, R$ 880,00 por classe (ou R$ 440,00 para pessoa física, MEI, ME e EPP), paga direto ao INPI, no nome do cliente, não passa por nós. O acompanhamento mensal de R$ 39,90 é opcional.